Se você está considerando construir ou reformar, planejar a iluminação de um espaço onde o forro de gesso será aplicado, possibilita a concepção de projetos criativos, conferindo ao local um visual mais elegante e moderno.

Cont. Terras de São - Living e área de laser Arquiteta Denise Reis
Cont. Terras de São – Living e área de laser Arquiteta Denise Reis

Na hora de reformar, o forro de gesso é eficiente para ocultar vigas e imperfeições da laje. Além disso, esse elemento favorece a acústica do ambiente e auxilia o projeto luminotécnico, pois é a partir dele, que se torna possível aplicar iluminação em pontos estratégicos, seja considerando o layout existente ou explorando os recortes criados pelo forro.

Apto Vila Madalena - Living com forro de gesso
Apto Vila Madalena – Living com forro de gesso

Para se preparar e escapar de eventuais acidentes, o fundamental é tomar precauções desde o início, fugindo de erros que possam causar, danos materiais e físicos ao imóvel e ao cliente.

Manchas, trincas ou queda parcial do forro, acabamento mal feito, ondulações, linhas e marcas das emendas, relevos, tom em diferentes tonalidades, entre outras imperfeições são alguns exemplos do que pode acontecer.

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A busca por mão de obra barata também pode ser um risco, já que profissionais inexperientes prometem que sabem instalar, mas não cumprem o falado. Muitos se arriscam e ganham uma experiência desastrosa e problemática, como por exemplo, gesso com recorte errado, metragem calculada errada e projeto elétrico incorreto, já que este deve ser previamente decidido, considerando o projeto de iluminação.

Com dicas valiosas, a arquiteta de iluminação Isabelle Paulo Querini (visite o perfil dela no Instagram clicando aqui), ressalta a importância de seguir algumas etapas para se obter um resultado final eficaz.

1. Circuitos Elétricos

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A definição dos circuitos elétricos deve ser feita antes mesmo da instalação do forro de gesso, e considerando o projeto de iluminação, com a finalidade de proporcionar ao cliente um resultado eficiente, flexível e funcional. “Se tivermos o arquiteto de interiores trabalhando em parceria com o de iluminação, a concepção do projeto de arquitetura irá direcionar o profissional de iluminação, facilitando assim, a definição dos circuitos elétricos que serão determinados ainda em projeto.”

2.Elementos Arquitetônicos em forro de gesso

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Ao planejarmos a iluminação de um espaço no qual exista forro de gesso, podemos tirar partido de elementos como:

Sancas

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Feita entre a parede e o teto, a sanca é uma modelagem aplicada ao forro de gesso, geralmente para abrigar a iluminação. Além do efeito arquitetônico, as sancas conferem ao ambiente uma atmosfera refinada, indo além ao compor projetos com modelos e propostas diferentes.

Tipos de Sancas

Sanca Aberta: é um dos modelos mais utilizados, pois possui um vão entre o teto e o  gesso para abrigar luz indireta, normalmente em fita ou mangueira de LED. Versátil, ela também pode ter ou não luz direta, do tipo spots, permitindo que o projeto tenha moldura ou não.

Sanca dupla aberta: é o mesmo sistema da sanca aberta só que vezes dois, ou seja, duas sancas abertas uma em frente a outra. Aqui, ela também permite o uso de molduras ou não.

Sanca invertida aberta: esse tipo de sanca tem a iluminação voltada para o exterior (composta de luz indireta), em direção a parede, diferente das anteriores que são voltadas para o interior e iluminam o teto.

Sanca fechada: a única diferença da sanca fechada para aberta, é que nela não temos o vão entre o teto e o gesso, sendo assim, a versão não apresenta luz indireta, somente direta. O modelo também possibilita o uso de molduras ou não.

Sanca dupla fechada: semelhante a sanca dupla aberta, porém por ser fechada, não temo nela a opção de  luz indireta, o que deixa a iluminação por conta dos spots aparentes dentro da sanca.

Sanca invertida fechada: semelhante a sanca invertida aberta, porém não possui luz indireta, mas sim luz direta através de spots ou pendentes.

Rasgos

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O recurso utilizado para embutir a iluminação pode ser considerado uma sanca dupla aberta, porém, utiliza lâmpada fluorescente ou led embutido. O buraco do rasgo de gesso, pode ser aberto, ou tampado com uma placa de acrílico conforme o efeito desejado.

Ideal para ambientes mais contemporâneos, os rasgos de luz ficam bem em diversificados ambientes, como sala de estar, jantar, dormitórios e até banheiros. Normalmente o rasgo é posicionado levando em consideração o design do ambiente, sendo aplicado para destacar uma parede ou delimitar a localização de algum móvel.

O uso não é recomendado em cozinhas e lavanderias, devido ao acúmulo de sujeira que este tipo de ambiente acumula com o tempo. Outro erro é usar os rasgos como iluminação central do ambiente,  já que a luz não é ideal, por não ser muito forte em potência.

Cortineiros

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O cortineiro pode ser apontado como o espaço no forro do teto que tem como objetivo esconder o trilho das cortinas presentes no ambiente. Esse espaço, que tem em média 15 cm, pode ser embutido ou ter uma moldura para fazer o acabamento, criando um traço contínuo com a decoração escolhida para as molduras da parede.

Tipos de cortineiros de gesso

Embutido: atual, o modelo embutido é um dos mais utilizados em projetos de interiores e é caracterizado por um vão entre forro de gesso e a parede em que o varão fica escondido. Assim, o elemento concede a impressão de que a cortina está saindo de dentro do teto.

Sobreposto: o cortineiro de gesso sobreposto é marcado por estar abaixo do forro, ficando assim, visível no ambiente. Escondendo o trilho da cortina, este modelo ainda pode ser liso ou desenhado, criando composições agradáveis e sofisticadas.

Iluminado: tanto com o modelo embutido quanto o sobreposto, você pode acrescentar uma iluminação marcante que promove um visual ainda mais charmoso e elegante ao ambiente. Com a iluminação indireta, o espaço ganha mais conforto visual e aconchego.

Molduras

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Também conhecida como Boiserie, é uma técnica francesa que traz à decoração, um visual elegante. Na decoração, existem diversos tipos de moldura de gesso para teto, com tamanhos e formatos diferenciados que atendem os mais diferentes gostos e estilos de decoração. Por isso, antes de optar pela escolha de uma moldura de gesso para teto é importante definir, primeiramente, qual estilo de decoração será incorporado no ambiente.

Nichos

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Alternativa que possui inúmeras funcionalidades e se mostra ideal para compor a decoração.

Luminárias que cumpram a função de iluminar (e não somente decorar) devem ser especificadas ainda em projeto, permitindo assim a previsão da infra elétrica necessária. Esses elementos quando iluminados, agregam valor ao resultado final dos ambientes, porque proporciona uma atmosfera acolhedora e que imprima personalidade ao espaço.

3. Lustres, plafons e luminárias decorativas

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Sempre que pensamos em especificar um lustre ou qualquer outra luminária decorativa para um projeto, torna-se necessário ter uma atenção extra com a infra necessária para sua fixação, buscando atingir um perfeito e seguro funcionamento.

Lustres em geral são mais pesados que as luminárias técnicas, já que os mais exclusivos são fabricados em cristal, alabastro, cristal de rocha, vidro e vidro em murano. Por esse motivo, é necessária a previsão em obra e antes do forro de gesso, de uma fixação que suporte o peso do lustre.


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Nesse caso, o forro de gesso terá somente a função de servir como plano de fundo para a canopla (acabamento que faz parte da maioria dos lustres, e que os prendem ao teto) e qualquer outro acabamento que faça parte da instalação do lustre.

Mesmo considerando que existe no mercado uma oferta grande de lâmpadas de led (fontes de luz com menor consumo) certamente o ponto elétrico para a iluminação do lustre deve ser dimensionado, com uma carga que suporte a potência total exigida.

4. Dimerização

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A grande maioria dos projetos de iluminação utiliza a dimerização dos circuitos elétricos. Pois esse recurso possibilita o controle, da intensidade da luz emitida pela lâmpada, e do brilho que pode ofuscar a visão do usuário quando a iluminação incidir de forma direta.

Para dimerizar a iluminação de um ambiente, utiliza-se em substituição a um interruptor normal, um interruptor dimerizável ou ainda sistemas mais sofisticados de controle da luz.

Em suma, a aplicação de gesso no ambiente requer detalhes inimagináveis para aqueles que não dominam o assunto. No caso do uso de dimers, dependendo do sistema especificado, é necessária a previsão de infra elétrica específica, antes mesmo da instalação do forro.

Buscando evitar transtornos desse tipo, recomendamos a contratação de dois profissionais essenciais para realização do serviço, o arquiteto de interiores e o lighting designer, também conhecido no mercado como designer de iluminação ou arquiteto de iluminação. Sempre que possível, indicamos o acompanhamento do projeto por esses dois profissionais, porque eles irão entregar o espaço finalizado com maior qualidade e satisfação.

Para ajudar você, que busca saber a melhor forma de prosseguir com a reforma ou construção, a Pier Decor pensou nessas dicas a partir de seus mais de 20 anos de atuação. Por isso, conte com nossa rede de contatos e tenha a disposição o conhecimento de quem realmente entende de arquitetura e iluminação.


A ESPECIALISTA

Conheça mais sobre a Isabelle Paulo Querini, arquiteta parceira que contribuiu com dicas técnicas para esse post.

Isabelle Paulo Querini Arquiteta

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